10.12.10

Tronco de palmeira


Tronco de palmeira,
ó frágil e comovente negação
do deserto em volta.

Aprumado grito,
apesar da fúria dos ventos,
alto e límpido,
apesar da solidão.

A copa se rasga em desespero
em suas folhas palpitando
aos mais delido bafo de brisa
no seu reflexo do sol e do luar.
Por isso te chamo,
enternecido,
minha palmeira dp deserto
e banho num olhar de nostalgia
a tua desesperada floração.


Fernando Couto