7.4.08


Delenda glória



eis-me solta de todas as amarras
da canga a que forcei o pensamento
de novo imersa nesta pura água
em que me identifico e apresento

limpa dos sulcos de súbitas grades
a que me expus de rosto claro e isento
- medida consciente para a mágoa
que é do tempo sem horas o sustento

de novo as mãos abertas e sem nada
estendidas à ternura do momento
a cada dia pronto que me alaga

de novo tão adulta como o vento
completa dentro desta pura água
por onde me procuram e me ausento



Glória de Sant'Anna