17.2.08

Não te esqueci!


Bem sei que em mim não pensas, e nem mesmo
sabes talvezz que vivo n’este mundo;
também sei que d’aquele amor profundo
em ti lembranças não existem já;
mas a ti voa, quando a sós medito,
e as memórias evoco do passado,
continuo voa o meu pesar magoado
e choro tempo que não mais virá!

Lembro-me ainda dos amargos dias
em que este amor me refloriu no peito,
- funesto amor, que por ti não aceito
em mim deixou bem vividos sinais…
Nunca te esqueço, oh! Nunca! Na existência
podem vir seduzir-nos muitas flores,
mas da primeira os mágicos fulgores
no coração não morrem – nunca mais!


Campos Oliveira